|
|
www.patriciafarah.com.br
(11) 9557-2755
1. CAFEOMÂNCIA

Imaginem uma cena que parece sair de um conto das “mil e uma noites”...
Sentadas em tapetes coloridos, descansando os corpos seminus em macios almofadões, as odaliscas esperam que a lua ilumine as fontes e as flores do jardim. Uma brisa suave balança as cortinas transparentes que recobrem as arcadas e as janelas. O quase imperceptível som das flautas e alaúdes se espalha docemente pelo enorme aposento, aumentando o seu encantado clima de sonho.
É um harém que espera a chegada do sultão e, enquanto espera, prepara um ritual todo especial feito com café.
As odaliscas misturam o finíssimo pó com água quente e o servem sem coar. Depois o bebem, lentamente, atentas às fantásticas formas que os restos de pó vão desenhar no fundo de cada xícara. A sorte está lançada e elas sabem que uma será a escolhida quando a noite chegar. Na xícara dessa afortunada, a borra do café desenhou o amado perfil do sultão.
Esta cena de sonho e magia mostra uma das mais ricas tradições da cultura árabe, a cafeomancia, que é a adivinhação do futuro feita por meio da leitura da borra do café. Ela foi muito difundida nos países árabes, chagando também ao Irã, Turquia e sul da Rússia, onde tinha grande prestígio na corte do czar.
Posteriormente, a cafeomancia foi introduzida na Europa, primeiro na França, no início do século XVIII, e logo depois em Veneza, de onde saiu para o resto do Ocidente.
Atualmente, a prática dessa arte divinatória é muito comum na Turquia e nos países do norte da África, lugares onde se realiza como um verdadeiro ritual, pois esses países conservam a tradição e a experiência desse tipo de adivinhação, acumuladas durante muitos séculos.
Tomando como base a prática desses povos, foi feita uma grande pesquisa, a qual, por sua vez, possibilitou a criação de tabelas de leitura que tornam a cafeomancia uma arte acessível a todas as pessoas que possuam uma aguda sensibilidade.
Não é uma prática particularmente difícil, porém exige muita concentração. O ambiente adequado para essa prática deve ter de preferência poucas pessoas, sem muito barulho, com uma música ambiente ao som de alaúde ou música árabe e um suave perfume no ar, criando um clima de magia.
O café deve ser preparado sem coar, com a sementinha aromática (Hell) e de preferência ser servido sem açúcar em xicrinhas de porcelana ou louça branca sem desenhos ou relevos. O café deve descansar durante alguns minutos. Em seguida comece a beber o café vagarosamente, concentrando-se na pergunta ou na consulta desejada.
Ao terminar de beber, coloque o pires sobre a xícara, como se fosse uma tampa, e vire tudo num movimento rápido. Deixe descansar por mais alguns minutos e a xícara estará pronta para ser iniciada a leitura.
A cafeomancia não fala do passado, a não ser que tenha relação com o presente ou com o futuro. Tem a capacidade de ler o presente e o futuro próximo até no máximo dois anos para que ocorram os acontecimentos previstos nos desenhos.
É surpreendente o resultado
se a leitora tiver o conhecimento dos significados dos desenhos formados
na parede da xícara, e a sensibilidade aguçada.
2. QUIROMÂNCIA

Montes, linhas e sinais estampam
sua personalidade e seu futuro
A arte de ler as mãos
tem uma origem muito misteriosa. Acredita-se que desde o princípio
da Humanidade já se usava a leitura das mãos para conhecer
o futuro. No entanto, foi na Antigüidade que se encontraram fortes
evidências de sua existência, principalmente na China, onde
ainda hoje é usada na Medicina, e no Egito, onde os faraós
não travavam uma guerra sequer sem antes consultar seus magos e
saber o que o destino reservava ao seu povo.
Na idade Média, a Quiromancia
(do grego cheirós, que quer dizer mãos e manteiós,
a adivinhação era tida como bruxaria, principalmente na Inglaterra.
Mas na Alemanha, no mesmo momento, foi objeto de estudos científicos.
Com o decorrer do tempo, essa arte mística sofreu influência
da Astrologia, por isso, algumas partes da mão recebem o nome de
planetas, como monte de Vênus, linha de Saturno, etc.
Mas foram os ciganos que espalharam
e popularizaram a Quiromancia pelo mundo e é tão forte sua
participação que, quando se pensa em leitura de mãos,
vem logo a imagem de uma cigana. Aliás, a adivinhação
é uma das atividades exclusivas das mulheres dentro do grupo. Elas
aprendem desde pequenas com suas mães e passam este ensinamento
para suas filhas. A tradição manda que as ciganas saiam sempre
com outras mulheres de sua família em busca de alguém que
queria saber o futuro.
3. TARÔ/BARALHO CIGANO
Símbolos. Os símbolos
do Tarô despertam a sensibilidade, permitem entrar num estado de
alta percepção, de telepatia consciente, onde a inspiração,
fluindo, percebe as causas dos problemas que enfrentamos em nossa vida
quotidiana. A magia do tarô nos convida a viajar em nosso Mundo Interior
onde, lidando diretamente com as causas, podemos com facilidade mudar
nosso destino. Uma alquimia natural transforma assim os obstáculos
em oportunidades.
Pensar em palavras permite expressar-se
com precisão. Como tudo o que é poderoso, pensar em palavras
seduz e hipnotiza. Passo em frente de uma árvore e penso:
"uma árvore", e assim continuo meu caminho. Vi a árvore,
não OLHEI a árvore. Usei apenas a metade do meu cérebro,
o lado esquerdo, preciso, racional. Andei aleijado de uma metade de cérebro.
Esqueci minha criatividade, minha sensibilidade, em realidade não
percebi a árvore. Andei num mundo abstrato, pobre, bem longe do
Paraíso Terrestre, da realidade viva.
O Tarô é uma escola
de inteligência total, uma escola de alegria e plenitude. Formulando
uma pergunta ao Tarô, usamos o hemisfério esquerdo de nosso
cérebro, preciso, claro, racional, e com precisão e
clareza olhamos as imagens, percebemos, sentimos, nossa intuição
se desperta do seu longo sono. Entramos em telepatia natural com o Mundo,
com as pessoas, com a vida, com o encanto.
4. BÚZIOS
"O JOGO DE BÚZIOS TEM
POR FINALIDADE IDENTIFICAR NOSSO ORIXÁ ( ORÍ=CABEÇA
(FÍSICA E ASTRAL) + IXÁ = GUARDIÃO; OU SEJA "ANJO
DE GUARDA") - PROBLEMAS DE PLANO ASTRA/ESPIRITUAL - MATERIAL E SUAS SOLUÇÕES."
O jogo de búzios é uma leitura divinatória e esotérica
por excelência, utilizado como consulta, quer seja; para identificar
nosso orixá (ori= cabeça + ixá=guardião), que
é a mesma figura do anjo de guarda; a situação material,
astral e espiritual, principalmente com relação a problemas
e dificuldades.
Portanto de uma forma definitiva
- ninguém "fala" ao nosso ouvido, nem Exú e tampouco Oxum,
os quais tem forte influência sobre o jogo, mas não desta
forma, se assim fosse, não seria necessário jogá-los.
A leitura esotérica divinatória
está diretamente ligada à Òrúnmìlà,
cujos babalorixás, são seus porta-vozes, outras lendas africanas,
mostram a ligação do jogo de búzios com Exú,
Oxum e Oxalá. No capítulo destinado aos Orixás, consta
essa estreita relação entre Exú e Ifá.
O jogo de búzios é
exclusivo dos candomblecistas praticantes e reconhecidamente iniciados,
fora isso É FARSA, É MENTIRA, É ENGÔDO.
Os búzios são
jogados em número de dezesseis, que correspondem aos dezesseis odús
principais, quer sejam: okaran (exú), megioko (ogum), etaogunda
(obaluayiê), iorosun (yemanjá), oxê (oxum), obara (oxossi
e logunedé, na África é um odú de xangô),
odí (omolu e oxalá), egionile (oxaguian), ossá (oyá
e yemanjá), ofum (oxalufan), owarim (oyá), egilexebora (xangô),
egioligibam (nanã), iká (ossain e oxumare), obeogundá
(ewá e obá) e alafia (orixalá). Duas formas são
as mais utilizadas, sobre a urupema (peneira), ou sobre erindilogun (fio
de contas), que em alguns casos, nele constam os dezesseis orixás
cultuados atualmente no Brasil; igualmente constam desta parafernália:
uma otá, uma vela branca, um adjá (espécie de sineta)
usado para saudar os orixás, abrir o jogo e convocar o eledá
do consulente para que permita uma boa leitura; água; indispensável
os fios de Oxalá e Oxum; um côco de ifá; moedas; favas;
obi; orobô; um imã; uma fava (semente) especial que represente
no jogo o eledá consultado, aforante a isso um preparo do babalorixá,
e os orôs (rezas) necessários.
O jogo de Ifá, que é
anterior ao jogo de búzios, adota uma relação semelhante
de odús com algumas variações: èji-ogbé;
oyèkú-meji; iwóri; òdi; ìrosun; owónrin;
obàrá; okànràn; ogundá, òsá;
iká; otúrúpón; otúá ou elije
oxebora; irètè; òxè; òfún e o
décimo sétimo odú, chamadado òxetùá,
odu de àxetuwá (poder trouxe ele à nós)- filho
de oxum - também chamado akin oxó (poderoso mago) - filho
de enìwàre (aquela que foi colocada na senda do bem).
5. TARO DANÇA DO VENTRE
Semelhante ao Tarô e ao
Baralho Cigano por usar cartas, o Tarô Dança do Ventre une
o misticismo do Tarô com a graciosidade da Dança do Ventre,
a leitura é feita pela bailarina e professora de Dança do
Ventre Patrícia Farah, saiba mais sobre esta profissional no site
www.patriciafarah.com.br